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domingo, 3 de junho de 2012

Banco Ampulheta

Ciao!

O Banco Ampulheta traz o conceito de reciclagem e reaproveitamento da madeira. O projeto foi concebido para utilizar compensado, com o objetivo de se extrair duas peças de mobiliário : um banco em forma de ampulheta e um cachepot quadrado. 

No projeto anterior (Banco Rolha), que empregou as mesmas técncias, também foram utilizadas placas de compensado mas, como o trabalho foi realizado com uma serra tico-tico "entrando" na placa pelas laterais para, então, realizar o corte do disco, as sobras não foram reaproveitadas.

Neste novo projeto, foi utilizada uma tupia de coluna para realizar os cortes e, assim, obter discos de formatos circulares perfeitos, além de preservar a sobra da placa que, então, irá compor a estrutura do cachepot.

 Corte das peças com o uso da Tupia de Coluna

As sobras, empilhadas, formarão a estrutura do Cachepot

O Cachepot é composto por 18 placas de 20mm vazadas (à exceção da placa-base com rodízios) e empilhadas, restando, portanto, 17 discos que variam de 25cm de diâmetro (base e topo) a 17cm de diâmetro (cintura).
Discos cortados, utilização da lima grosa para desbastar e ...

... suavizar os "degraus".

O trabalho é longo e deve ser realizado com paciência, disco a disco. A cada novo disco inserido na pilha, é feita a fixação com cavilhas. Depois de toda a peça trabalhada, os discos serão colados uns nos outros com cola branca.

O lixamento das peças foi realizado com uma lixadeira diagonal, começando com a lixa de grão 80, com as peças ainda separadas.

Após o primeiro lixamento, foram introduzidos dois novos discos na peça, um na base e outro no topo, ambos com os mesmos 25cm de diâmetro, para tornar o desenho mais suave e a peça 2cm mais alta, já que estes dois últimos discos foram extraídos de compensados de 10mm.

O topo do banco foi laminado com Curupixá e, então, toda a peça foi lixada com lixas mais finas, finalizando a forma e tornando toda a superfície lisa e pronta para receber o acabamento.

Aplicação de seladora e em seguida ...

... verniz incolor com acabamento acetinado.

A peça foi finalizada com aplicação de cera de abelha, dando o aspecto final à mesma.

Fazendo pose para a foto!

 Com a turma ...

Ciao!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Móveis Cimo S.A


Ciao!

Recentemente, uma aluna do Atelier iniciou o trabalho de restauração de uma cadeira giratória, toda em madeira, fabricada pela extinta Móveis Cimo S/A. Achei o trabalho formidável e resolvi buscar informações sobre a história da fábrica... segue abaixo:
A Móveis Cimo S.A. teve papel de destaque no processo de industrialização do mobiliário nacional, sendo um dos marcos mais significativos entre a herança artesanal e o início da produção em série no Brasil.
Em Rio Negrinho (SC), hoje um dos maiores pólos moveleiros do país, a empresa iniciou seus negócios como serraria e fábrica de caixas. Em 1921, passou a produzir cadeiras a partir do aproveitamento das aparas de imbuia (resíduo da fábrica de caixas).
Com a comercialização do mobiliário nos centros urbanos, iniciando por São Paulo e Rio de Janeiro, solidificavam-se, então, as duas premissas iniciais : o aproveitamento do material e a comercialização nos maiores centros urbanos do país.
A Cimo criou, assim, uma linha de produtos de qualidade destinados à produção em escala, tendo sido pioneira na introdução da tecnologia da laminação. Seu produto, durante anos, dominou o mercado nacional de móveis para instalações comerciais e institucionais, com repercussão na América Latina. Foi a maior produtora de cadeiras para cinemas do Brasil e a primeira a ter uma política de reflorestamento. Se destacou principalmente na década de 70, tornando-se referência em design por ser a primeira a vender móveis desmontados para facilitar o transporte.
Após inúmeros problemas internos, somando-se a isto tecnologias mais modernas e baratas (fibra de madeira aglomerada) que traziam grande competitividade à concorrência, bem como misteriosos incêndios em algumas fábricas, o grupo acabou por decretar a falência no início dos anos 80.


Ciao!



Design Brasileiro de Móveis em Berlim


Ciao!

Foi realizada em Berlim, na Alemanha, de 23 de Março a 5 de Maio, a exposição BRAZILIAN DESIGN – Modern & Contemporary Furniture.

Com peças dos Irmãos Campana, Zanini de Zanine, Lina Bo Bardi, Sergio Rodrigues, Carlos Motta, Rodrigo Almeida, Oscar Niemeyer, Joaquim Tenreiro, dentre outros, a mostra exibiu mais de 80 itens, destacando as influências do período modernista, dos anos 40 aos anos 60, sobre o mobiliário contemporâneo.


Ciao!

sábado, 12 de maio de 2012

Nova Turma no Atelier

Ciao!

Começa no próximo dia 26 de Maio a próxima turma do Curso de Design & Marcenaria de Mobiliário, da Arquiteta e Professora Norma Correa. As aulas acontecem no horário das 09 às 12 h, apenas aos sábados. Navegue pelo blog e conheça a produção dos alunos. 


Ciao!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Esquadrejamento passo a passo

Ciao!

Passei por aqui para dizer que não abandonei o blog, apenas tenho tido pouco tempo para atualizá-lo com coisas interessantes de se ler. Mas o Atelier está de vento em popa e, em breve, trarei novidades. 

Por falar em Atelier, houve uma vez em que procurei na web algum material sobre esquadrejamento (técnica para alinhar duas peças de madeira a 90 graus) e não tive facilidade para encontrar. Encontrei um artigo que nem era sobre o assunto mas que, em certa parte, orientava como realizar o alinhamento para a construção de uma caixa de som. 

Quando uma aluna do Atelier me pediu ajuda, resolvi fazer bonito: escrevi um post sobre o assunto na página de marcenaria. Talvez agora, quando alguém tiver a mesma dúvida que eu tive, terá mais sorte na busca.

Até a próxima e, para não perder o hábito do teaser, segue uma foto do cachepot entrando na fase de acabamento :


Ciao!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Coincidências


Ciao!

Rio de Janeiro, 19 de Março de 2012. Há exatamente um ano atrás, comecei meus estudos em Marcenaria e Design de Mobiliário com a Professora e Arquiteta Norma Correa. De lá para cá, aprendi sobre os grandes nomes do design brasileiro e internacional, sobre os vários tipos de madeira e suas aplicações, e sobre concepção, desenho, execução e acabamento do móvel propriamente dito.

Técnicas de cortes, encaixes, curvas e modelagem da madeira foram algumas das disciplinas a que me dediquei. Desenvolvi o conhecimento sobre o preparo das superfícies, sobre o tingimento e sobre o acabamento final para a obtenção dos mais diversos efeitos, como envelhecido,  lustroso,  acetinado, dentre outros.

Tornei-me amigo e, principalmente, parceiro da minha, então, Mestra. Desenvolvemos com seriedade e, ao mesmo tempo, com muita alegria e diversão, os projetos do Banco Rolha, do CAJONaldo Angelim e do CAJON Rosebud. Depois, vieram o CAJON do Barão e o Armário do Terraço, nas férias. Mais recentemente, o CAJON Xadrez e também os projetos do Banco Ampulheta e do Cachepot, com a criação da Linha Compensa. E o projeto do CAJON Gamão começa a tomar forma. Ao todo, são nove trabalhos em doze meses e ainda há alguns projetos “no papel”, ou seja, uma  produtividade muito boa e em excelente companhia!

O Banco Rolha, inclusive, ilustrou a Palestra sobre Design de Mobiliário apresentada pela Norma na mostra Morar Mais por Menos 2011, na qual fui convidado para falar sobre o processo de criação da peça. O evento foi um sucesso!

Nossa parceria produziu também o Atelier da Ladeira do Viana, que já está funcionando a pleno vapor! A primeira turma de 2012 já concluiu o curso e a próxima já começa neste Sábado, 24.

Da evolução dos nossos papos sobre design e sobre estilo de vida, passamos a conversar sobre paisagismo, fui apresentado ao trabalho do Engenheiro Agrônomo Toni Backes e já me Matriculei no seu curso de Paisagismo Produtivo na PECCA, na Universidade do Paraná.

Não podemos nos esquecer dos amigos que fizemos : Luciano e Luis, da Movelaria Belmonte; Piero, talentosíssimo marceneiro e designer; o Sr. Alberto, boa praça, sempre bem humorado, sempre quebrando nossos galhos e também muito talentoso no trato com a madeira; a Tatiana, a Valéria e a Silvana, nossas companheiras de Sábadão, com direito a almoço!

Com tanta luz, conhecimento, sabedoria, amizade e tamanha afinidade, não seria de se estranhar, portanto, que esta bela história tivesse tido iníco, justamente, em 19 de Março, dia de São José!

Faliz dia do Marceneiro!





Ciao!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Carnaval com Cajon Xadrez

Ciao!

Este ano resolvi passar o Carnaval "sussa". Bloco mesmo, só o da Sá Pereira, ali no Humaitá, mas este foi no fim-de-semana anterior ao feriado. Bloco infantil. Só um pretexto para vermos a garotada, as minhas e as da Helena. Carnaval caseiro. No Domingão, churrasquinho com a família no Camarote do Regina's Palace, com vista para o Cristo e para o Cachorro Cansado. Segunda e quarta, repouso absoluto. No resto do tempo, marcenaria. E, assim, terminei mais um Cajon. 

Quando esculpir o banquinho Ampulheta cansava muito os braços, eu dedicava um tempo ao novo instrumento. Resolvi fazê-lo em compensado sem laminados e com os parafusos aparentes. Ficou um barato! Aproveitei o tampo para realizar um trabalho em marchetaria e, então, a peça recebeu um tabuleiro de Xadrez na face. Deitado, o "caixote" serve para um confronto entre enxadristas.

Adicionei no link "Marcenaria" um vídeo que mostra o processo para realizar um trabalho semelhante. Abaixo, os passos para a construção do Cajon Xadrez!

 Esquadrejamento.


Marchetaria : início.

Marchetaria (continuação).

Marchetaria (final, sem a borda).

Marchetaria (pronta, com a borda).

Marchetaria sobre tingimento de Sucupira.

Lixamento para o efeito envelhecido.

Aplicação de seladora.

Aplicação de Verinz.

Verinz final.

  
Aplicação de cera.

Cajon com tampo Xadrez.

Mesinha para jogar Xadrez.

Ciao!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A ampulheta e o xadrez

Ciao!

Enquanto o banquinho Ampulheta está sendo devidamente moldado ...

... estou me divertindo criando o tampo do meu próximo Cajon. Para esta peça, realizei um trabalho em marchetaria para criar um tabuleiro de Xadrez.

Ciao!

O Menino que Roubava Livros

Ciao!

No ano passado, li onze livros : Feios, Perfeitos, Especiais (Scott Westerfeld), Elogio da Mentira (Patrícia Melo), Harry Potter e As Relíquias da Morte (J. K. Rowling), A Batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr), Caminhos da Lei (John Grisham), Toupeira : A História do Assalto ao Banco Central de Fortaleza (Roger Franchini), LOBÃO - 50 Anos a Mil (Cláudio Tognolli), Theodore Boone - Aprendiz de Advogado (John Grisham) e Marina (Carlos Ruiz Zafon). Recomendo todos, à exceção de Marina. Não que seja um livro ruim, mas quem conhece o Zafon e já leu "O Jogo do Anjo" e "A Sombra do Vento", sabe que este não é seu melhor trabalho.

Ainda no ano passado, no Natal, minha esposa ganhou um livro de presente : "Millenium I - Os homens que não amavam as mulheres". Abri para espiar a primeira página e me transformei no personagem do título deste post ... catei na mão grande e comecei a ler imediatamente. Stieg Larsson escreve muito bem, não consegui mais parar de ler. Normalmente, se uma estória já foi filmada, eu prefiro o filme ao livro e, tão logo comecei a leitura, soube que, ao mesmo tempo, estreava nos cinemas a versão para a telona do primeiro volume. Mas esta, faço questão de ler primeiro, inclusive, a continuação : "A menina que brincava com fogo" e "A rainha do castelo de ar", já devidamente adquiridos.

TRILOGIA MILLENIUM
E já se forma uma pequena fila para os próximos (Carpinejar, não me mate ...) : Borralheiro - Minha Viagem Pela Casa (Fabrício Carpinejar), Um Trabalho Sujo (Christopher Moore) e, para fazer mais uma brincadeirinha com o título deste post,  A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak).

Ciao!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A diferença entre Preço, Prazo e Qualidade

Ciao!

A maioria dos consumidores, quando sai em busca de um produto, sobretudo na Internet, procura basicamente duas coisas: preço e prazo. Como a nossa cultura preza "o mais barato", quase sempre a busca é focada no menor preço.

Seguindo nessa linha, adquirimos uma Geladeira e um Fogão para o Atelier e, através de sites de busca e comparação de preços, acabamos relacionando a RicardoEletro como sendo a melhor opção.

Recentemente, eu havia comprado uma máquina para a oficina nesta mesma loja e, pasmem, na época do Natal! O produto chegou em minha casa em 3 dias. Com base nesta experiência, portanto, resolvi dar um voto de crédito e fechamos a compra. Logo em seguida, percebi que os estágios da compra estavam avançando de modo bem mais lento do que minha última compra e, ás vezes, nem avançavam.

A máquina que comprei teve seu pedido registrado em 26/11, em 27/11 o pagamento foi processado, o pedido foi faturado e, em seguida, liberado para a transportadora e, em 29/11, eu já havia recebido a entrega.

A dupla "Geladeira/Fogão" teve seu pedido registrado em 21/01 e no mesmo dia o pagamento foi processado. E nada de faturamento...

Comecei a monitorar diariamente e... nada.

Resolvi, então, "simular" um novo pedido e, então, percebi que a Geladeira em 110v não estava mais disponível. Assim sendo, imaginei que estavam com problema de estoques e, a essa altura, se não cancelassem o meu pedido, eu já estava me dando por satisfeito.

Continuei monitorando e, quando a Geladeira em 110v voltou a ficar disponível, chequei o status e percebi que, em 27/01, haviam registrado a informação de que o produto seria entregue em 10/02! Tudo bem, o RicardoEletro tem um bom preço. Mas 20 dias entre o pedido e a entrega? Achei exagerado, mas mantive a calma e aguardei.

No dia combinado, paguei uma pessoa para passar o dia lá esperando e... nada. No Sábado, o Atelier ficou aberto o dia inteiro e... nada. No Domingo, telefonei para o Tele-Atendimento, e fui saudado por uma gravação informando sobre o horário de segunda a sexta-feira e sábados pela manhã.

Aguardei pacientemente e liguei na segunda-feira. Depois de quase meia hora de desentendimentos, consegui um número de protocolo e a promessa que, em 4 dias úteis (!!!!!), "estariam me ligando para estarem informando" o novo prazo. Insisti para que me ligassem, pois poderia não haver ninguém na casa para recebê-los, se não soubéssemos, com um mínimo de antecedência, a nova data prevista de entrega.

No dia 14/02, ou seja, 3 semanas e meia depois da realização do pedido inicial, o produto é entregue. Assim : me liga um sujeito às 19:45, querendo que eu explique a ele como se faz para chegar no Atelier; eu pergunto "quando vocês pretendem fazer a entrega?" e ele responde "Agora!". Dei sorte que havia pessoas na casa e, assim, recebemos a encomenda, sem nenhuma informação a mais. Já passavam das 20:00.

Preço, eles tem. Prazo, Deus me livre. Mas qualidade, que engloba informação, produto ok e pós-venda, esta fica muito a desejar. O produto chegou ok, mas o prazo é absurdo e o fluxo de comunicação entre as áreas não existe.

Não estou fazendo um protesto, mas um apelo : aos clientes, que lembrem desta falta de respeito ao consumidor quando procurarem preço pois, muitas vezes, o barato sai caro; e, aos lojistas, que respeitem um pouco mais o cliente com INFORMAÇÃO!!!!!

Ciao!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Marcenaria

Ciao!

Os trabalhos de marcenaria foram atualizados no blog, agora em seu próprio link. Aproveito para comunicar que, a partir de 2012, iniciei uma parceria com a Arquiteta e Professora Norma Correa, e estamos inaugurando um Atelier de Marcenaria e Design de Mobiliário em Santa Teresa, próximo ao Largo das Neves, na Ladeira do Viana, 12. Apareçam!



Exibir mapa ampliado
Ciao!

Tchau 2011, Alô 2012

Ciao!

Pelo tempo que fiquei fora, deu para perceber que o final de ano não foi fácil. Acho que nunca trabalhei tanto, mas acredito que tenha valido a pena. Vou tentar escrever mais, vou tentar passar mais tempo por aqui.

A ver pelo seu início, 2012 também não parece que vai ser bolinho, mas com certeza virá cheio de boas novidades!


Ciao!

domingo, 4 de setembro de 2011

O Blip está fora!

Ciao!

Desde 27/8 não consigo executar músicas no Blip.Fm. Achei que pudesse ser alguma incompatibilidade com o browser, pois os links no meu blog ainda funcionavam, bem como o BoomBox no iPhone. Hoje, como percebi que o problema persistia, resolvi ler o blog do site e percebi que estão com problemas para o player executar as músicas.

Para as atividades normais, como blipar músicas, o site só está funcionando para vídeos e não há previsão de retorno. Driblando os problemas, no entanto, é possível buscar as músicas pela url, encontrá-las no xml e publicá-las como um link. Veja como:
  1. Para procurar "Austin Powers" com a música "BBC", digite na url do browser "http://blip.fm/listen/Austin+Powers::BBC"
  2. Procure na lista de resultados a música (não o vídeo) publicada por algum DJ
  3. Clique na data, abaixo do nome, como em "Jul 24, 2011 at 4:24 pm"
  4. Copie o número após a palavra "blip" na url do browser, como em "http://blip.fm/profile/HorseShitWally/blip/71140860/Austin+Powers%E2%80%93BBC" (o número é 71140860)
  5. Para obter o MP3, cole o número no final da seguinte url : "http://api.blip.fm/blip/getById.xml?id=" (o resultado será "http://api.blip.fm/blip/getById.xml?id=71140860")
  6. No xml resultante, sob a sequência BlipApiResponse, result, collection, Blip, url, encontrará algo como "http://dl.dropbox.com/u/9443953/Austin Powers - BBC - eclec.mp3" (link para o MP3 da música)
Ciao!

sábado, 13 de agosto de 2011

Cajon

Ciao!

Aos 32 anos de idade, comecei a estudar bateria na Artemúsica. Meu professor, o Sérgio Conforti, já naquele tempo (2003, 2004), iniciava as atividades do Tambor Carioca, um grupo de percussão que hoje faz shows e tem oficina própria. Logo me enturmei com o pessoal e comecei a mostrar habilidade na percussão. Quando o percussionista Marcos Zamma levou o curso "Toques de Tambor" para a escola, não pensei duas vezes e me inscrevi e, ao final do curso, que durou 4 meses, eu já fazia parte, como percussionista, da banda que acompanhava a cantora Patrícia Mauro. Fizemos shows em Ipanema e gravamos algumas faixas de seu disco em um estúdio no Humaitá.

Naquela época com o Zamma, fui apresentado ao Cajon, intrumento de percussão feito de madeira, que ele tocava e também fabricava. Desde então, fiquei fascinado e, seguindo os passos do mestre, também passei a tocar e fabricar o instrumento. Antes, comprei um na Maracatu Brasil, feito pelo Tião e, depois, passei a fazer os meus próprios. Um destes, dei de presente para a Artemúsica.

Há mais ou menos duas semanas, nas aulas de marcenaria, apresentei à professora Norma o instrumento juntamente com um projeto para desenvolvermos na oficina, aplicando as técnicas de esquadrejar, folhear e marchetar. O material utilizado foi compensado e sobras de laminado de Angelim. Então, com vocês, o passo a passo até chegarmos ao final:

 O primeiro passo foi folhear a parte traseira para, então, fazer o furo por onde sai o som.

Em seguida, utilizando técnicas de esquadrejamento, foi montada a caixa com a estrutura reforçada por parafusos que, depois, seriam cobertos pelas folhas de laminado de madeira.

Aqui, um exemplo da aplicação das folhas de laminado de Angelim. 
No tampo, foram utilizados retalhos para a aplicação dos laminados em direções opostas, para dar a sensação de movimento.

Objeto pronto, visto por trás ...
... e pela frente (as fitas serviram para proteger o laminado quando da furação do tampo).

Aplicação de verinz fosco e incolor, para proteção da madeira.

Acabamento final em cera de abelha e carnaúba, aqui visto pela parte traseira ...
... e aqui, pela parte dianteira.

Este projeto foi inspirado em um Cajon que eu já possuía (aquele, fabricado pelo Tião da Maracatu Brasil).

Pronto, agora é só levar um som!

Ciao!